Site de angariação de fundos para a aquisição de uma carrinha adaptada, para dar mobilidade a Maria

A Maria é uma jovem tetraplégica que precisa da nossa ajuda...
Ela tem uma cadeira adaptada mas precisa de comprar uma carrinha com um elevador que lhe permita deslocar-se para todos os lados sempre na sua cadeira.
O objectivo desta página é ajudarmos a Maria dos Anjos a angariar fundos para comprar uma carrinha em segunda mão com elevador, para que possa sentir-se mais autónoma e deslocar-se com mais facilidade.
Vamos ajudar a Maria dos Anjos a "andar", a sair da sua cama, da sua casa e poder ter a oportunidade de se deslocar.
Seja um pequeno anjo na vida da Maria dos Anjos.... o bem que fazemos não se perde... a vida nos retribuirá! ( Rita Baptista) ❤

 

EM '' O MIRANTE '' 2009 Jornalista  (Jorge Afonso da Silva)

 

De uma assentada, Maria dos Anjos perdeu a filha de cinco anos, um bebé com seis meses de gestação e ficou tetraplégica, depois de um homem embriagado ter ido contra a moto onde seguia. Deitada numa cama, há dois meses recebeu uma prenda que mudou a sua vida.

 

“A minha filha de cinco anos faleceu. Estava grávida de seis meses e perdi o bebé. O meu companheiro da altura partiu as pernas e eu fiquei tetraplégica”. O relato impressionante, resultante de um acidente de viação, é feito na primeira pessoa. Maria dos Anjos, agora com 36 anos, nunca aceitou, mas antes aprendeu a viver com a partida que a vida lhe pregou na fatídica noite de 24 de Dezembro de 1995, uma véspera de Natal aziaga.

 

Depois de ainda ter trabalhado nesse dia – num supermercado e num café – a jovem de 22 anos, o seu companheiro de então e a filha seguiam de moto em direcção à casa do pai dela para consoar. Deviam ser perto das 21h00. Em sentido inverso viajava um homem de automóvel, que segundo Maria dos Anjos conduzia sob o efeito de álcool e drogas, que em vez de fazer a curva a seguir ao Campo das Pratas, no Cartaxo, foi a direito e embateu violentamente contra a moto.

 

Esse momento mudou toda a vida de Maria dos Anjos. “Estive três meses em coma e lembro-me de ter acordado no Hospital de Santa Maria, em Lisboa. Não sabia o que se tinha passado e ainda hoje não me recordo. Se calhar até é melhor assim. Era muito nova. Aprende-se a viver mas nunca se aceita”, diz Maria dos Anjos, com a voz embargada e os olhos cheios de água.

 

Os médicos tinham poucas esperanças que a jovem sobrevivesse aos graves ferimentos sofridos na cabeça e à perda de muito sangue. Mas Maria dos Anjos recusou desistir e lutou pela vida. Esteve em coma induzido, teve graves problemas de respiração e passou semanas ligada ao ventilador. “Deixamos de saber respirar. Durante esse período não era eu que respirava. Consegui largar o ventilador e fiquei oito meses sem falar porque quando fiz a traqueostomia, deve ter afectado as cordas vocais”, recorda Maria dos Anjos, que passado algum tempo viria a recuperar a voz.

 

 

Em Março, Maria dos Anjos saiu do Hospital de Santa Maria em Lisboa e foi transferida para Santarém onde esteve até finais de Julho. De seguida esteve nove meses no Centro de Reabilitação de Alcoitão. “Vi que as coisas não acontecem só a mim mas a pessoas até mais novas que eu. Com o passar dos anos vamos sabendo lidar com aquilo que se tem, o que se aprendeu, e a não pensar muito”, confessa.

 

O responsável pelo acidente morava perto de Maria dos Anjos. “Apanhou só três anos de prisão. Chega uma altura em que tudo na nossa vida muda tanto, que agora nem raiva tenho dele. Já tive”, confessa a jovem.

 

Natural de Casais Lagartos, uma localidade situada nos arredores do Cartaxo, Maria dos Anjos mora agora a poucos centenas de metros do centro da cidade, na sua casa, com o irmão, a cunhada e os quatro sobrinhos. É totalmente dependente da ajuda dos familiares. Quando não sai na sua cadeira eléctrica, Maria dos Anjos passa as vinte e quatro horas deitada na cama do seu quarto, onde numa das paredes guarda a foto da filha que perdeu há 14 anos.

 

 

A vida foi madrasta para esta jovem que aos 22 anos viu os sonhos e parte da sua vida desaparecerem numa fracção de segundo. Mas ainda lhe restaram forças para sobreviver e mais alguma para continuar a viver. Um exemplo de querer, determinação e amor à vida.

 

“Magic Key” é sinónimo de uma vida nova

 

Há cerca de dois meses Maria dos Anjos passou a ter uma nova vida. A Staples de Santarém ofereceu-lhe um Magic Key. O equipamento, desenvolvido pelo engenheiro português Luís Figueiredo, permite que Maria dos Anjos esteja à frente de um computador e faça tudo aquilo que uma outra pessoa pode fazer. Navegar na Internet, teclar no MSN ou escrever um texto movimentando a cabeça e os olhos.

 

O equipamento funciona como um espelho. Depois de ligado o sistema, a imagem é reflectida no ecrã através de uma simples câmara e os dois olhos quando piscam “servem de dedos” para abrir as pastas ou escrever através de um teclado virtual.

 

“Mudou a minha vida. Assim tenho a minha privacidade e consigo ter o meu espaço”, diz com um sorriso Maria dos Anjos, enquanto vai abrindo mais uns sítios na Internet. Para ela é mais do que uma companhia. “ Para companhia já tinha os meus sobrinhos. Enquanto estou ligada esqueço que estou assim. O tempo passa rápido e dá-me para fazer o que quero”, garante.

Maria dos Anjos aproveita a ocasião para agradecer à Staples de Santarém por lhe ter dado aquilo que a Segurança Social do Cartaxo não lhe deu, apesar de a lei assim o dizer. O equipamento é comparticipado a cem por cento e Maria dos Anjos esteve um ano à espera sem nenhum resultado. Agradece também ao engenheiro Luís Figueiredo pela atenção e disponibilidade que tem tido para com ela.''

 

Criei este site pedir ajuda pois preciso de uma carrinha adaptada para poder ter alguma autonomia e não tenho possibilidade de a comprar ( não estou a pedir uma carrinha, mas sim uma pequena ajuda pois só assim terei dinheiro para comprar uma carrinha ) .

Muito obrigado 👍